E o que se faz com a saudade?
E o que se faz com a lágrima que cai em público?
E o coração, grita?
E o que se faz com o tremor involuntário?
E na barriga, podem borboletas morar lá?
E o que se faz com a lembrança para ser esquecida?
E como fazer a música parar?
E como apagar uma imagem?
E como vai você?
E lá estão em minhas mãos, o tremor.
E lá estão elas novamente na barriga. Borboletas!
E lá está ela novamente no pensamento, a lembrança.
E lá estão a música, a imagem...
E lá está ela novamente no coração, a saudade, o grito.
E lá está ela novamente, no canto do olho, a lágrima.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
Os homens não estão acostumados com o elogio.
Ando pensando sobre os homens. E faz um tempo eu já ando percebendo. Os homens não estão acostumados com o elogio.
Nós mulheres estamos sempre sendo cercadas, galanteadas, elogiadas, com ou sem segundas intenções, e até mesmo por outras mulheres. Amigas, mães, colegas de trabalho. Elogiamos umas às outras, sobre cabelo, roupa, atitude, enfim, para nós, isso tudo sempre foi muito normal. Mas o homem, esse ser que foi treinado a fazer jogos, que foi treinado para ser o provedor, o racional, o pagador das contas, o grande amante, o galanteador... Este que tem sempre que mostrar ação, pró-atividade para o mundo e para nós mulheres, ele não está acostumado a ser elogiado. Um elogio simples, sincero, com ou sem intenções... Tudo isso lhe soa estranho. Acanha. Para muitos, faz pensar. Se o remetente for uma mulher, pode ser que ela esteja interessada. Se for do chefe, pode ser que ele esteja querendo lhe promover. Se for de um desconhecido ou de um colega não muito próximo, pode ser que o cara seja gay. Os únicos que passam incólumes neste assunto são os genitores da criatura e os melhores amigos, e neste caso, só quando for para levantar a mora,l se estiver passando por um mau momento.
Conclusão: o Macho Alfa suspeita, acha estranho, você, mulher, elogiá-lo, assim, de graça. Inadmissível que você não esteja se insinuando. Fica sem graça. Não está acostumado. Mas lhe digo, cara amiga: eles adoram! Serem afagados, acariciados com nossas palavras. Falar sobre sua beleza, sobre sua inteligência, seu charme, seu caráter, seu bom-humor, sua personalidade, ressaltar suas qualidades e performances... Eles não estão acostumados, mas amam! Por isso, amigas, namoradas, esposas, colegas de trabalho, paqueras e até mesmo mães sem tal hábito, elogiem os machos a sua volta. Aqueles que merecem. Tenho certeza que reforçarão os laços entre vocês, afagará o espírito daquele cara durão, arrancará um sorriso inesperado. Experimente!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Coisas fáceis
Nossa! Quanto tempo que não passo por aqui! Mas é mesmo a falta de tempo, um pouco de falta de descuido e também de criatividade... Tsá, mentira! Na verdade, era mesmo preguiça, a velha e, às vezes muito boa, preguiça.
Mas sabem por que voltei? Primeiro porque estou de férias, segundo por que eu tive uma sensação esses dias, coisa boba, mas que me atinou as ideias.
O assunto é um pouco batido, talvez até clichê, mas a meu ver, nem sempre o clichê é sinônimo de brega ou de chato. Bem, o tema é sobre dar valor às pequenas coisas da vida. Mas assim, às pequenas mesmo!! Não só um dia bonito, uma criança sorrindo para você no supermercado, uma árvore cheia de flores amarelas no seu caminho... Por que isso tudo é lindo e bom de ver sem ninguém precisar falar, nem mostrar.
Essa semana eu tive que passar um dia inteiro no hospital, pois meu filho teve que fazer um procedimento cirúrgico, coisa simples, mas tive que ficar lá o dia todo. Assim que cheguei em casa, tirar aquela roupa, tomar um banho quente, passar um creme no corpo e comer um macarrão quentinho vendo TV de meias eram as melhores coisas que eu poderia querer! Nada me faria tão bem!
E posso passar horas aqui escrevendo sobre milhares de coisas que dão esse tipo de sensação. Nossa cama depois de uma viagem longa, mesmo que tenha sido a viagem e o hotel dos sonhos... Ai, meu Deus! Como ela, nossa cama, é insubstituível, maravilhosa, juntamente com o nosso amigo travesseiro.
O chuveiro quente, depois de pegar aquela chuva fininha de inverno... Sem palavras para descrevê-lo.
As havaianas, depois de um dia inteiro com aquele salto alto, mesmo que tenha sido um louboutin (que você tenha essa sorte, minha cara, de ter um desses um dia, ou até dois).
Aquele joelho (ou italiano para os niteroienses), tipo tijolão, que tem mais massa que recheio, que você parou para comer no boteco mais pé-sujo da cidade, mas que matou sua super, mega fome de uma tal maneira que nenhum prato de Claude Troisgros faria melhor.
Então, minha flor, não tenha medo nem vergonha de ser clichê. Realmente dê valor às pequenas coisas da vida.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Dez pedidos para Dilma Roussef! (E como mulher acho que ela tem obrigação de atender!)
1. Bolsa-Bolsa: Um programa de financiamento para it bags – sua chance de ter uma Louis Vuitton, uma Hermès ou uma Prada em suaves parcelas
2. Luzes para Todas: Mechas e descolorações subsidiadas pelo governo federal. O projeto atuará em conjunto com o PACC (Programa de Aceleração do Crescimento Capilar), que disponibilizará megahair para quem se arrependeu do último corte
3. Pós-Sal: Pacotes mensais de drenagem linfática e massagens desintoxicantes para eliminar inchaço
4. Licença-TPM: Folgas remuneradas para aqueles dias em que os hormônios deixam você looooouca
5. Minha Plástica, Minha Vida: Cirurgias gratuitas de colocação de próteses de silicone para aumento da autoestima
6. Pró-Unha: Jogo de esmaltes distribuídos pelo SUE (Sistema Único de Estética) e manicures grátis em todos os postos de beleza
7. Cheiro Bom: Mensalmente, caminhões-pipa levariam fragrâncias francesas genéricas às perfumarias populares (lojas baratíssimas de maquiagens antes caríssimas)
8. Renda Fixa: Looks rendados como parte do uniforme escolar – colaborando com o desenvolvimento de pequenas cooperativas de costureiras
9. Tapa-Buraco: Planificação das calçadas para o uso seguro do salto alto na corrida pelas liquidações
10. Ficha Suja: Disque-denúncia para cafajestes ou homens de má vontade
(Publicado na Edição de Dezembro/2010 da Revista Gloss, Ed. Abril, pronto, falei!)
domingo, 24 de abril de 2011
Coisa boa!
Brigadeiro. Durinho por fora, molinho por dentro, de colher, com biscoito maisena, casadinho.
Chuva. Na hora de dormir, sozinho ou acompanhado; banho de chuva (voluntário e no calor).
Mergulho. Na praia, em Angra ou Arraial.
Ovo mexido. Com arroz e feijão, com pão, com salsicha.
Gargalhada. De piada, de situação, sozinha, acompanhada, de você, dos outros.
Meia. No frio, pra dormir, de chinelo, só de meia, meia sua, meia dele.
Amigos. Sentados na calçada, no seu quarto, na viagem, no telefone, no seu ombro, nos seus braços, na sua vida.
Lágrimas. De alegria, de emoção, de saudade.
Fotografia. Das antigas, de hoje em dia, sua, da família, dos amigos, do ex, do atual, para rir, para chorar, para lembrar, para pagar mico (quando sua mãe cisma em mostrar você pré-adolescente e horrorosa para o seu namorado).
Elogio. De supresa, do seu amor, do seu amigo, do cara que passa por você, do cara da faculdade, do bonito, do feio.
Sonho bom.
Aumento inesperado.
Presente. No aniversário, no natal, no dia das mães, no dia das crianças, sem data especial.
Cheiros. De pipoca, de bolo, de café fresco, de chuva, de gasolina, de maracujá, de infância.
Banho. Demorado, de chuva, de cachoeira, de mar, quentinho no inverno, gelado no verão.
Sorvete. De casquinha, banana split, sunday, de copinho, no pote, com as amigas, na casa da sogra, uma bola, duas bolas.
Praia. Para ler livro, para refletir, para jogar frescobol, para caminhar, para suar, para tomar água de coco, para comer biscoito Glogo com mate Leão.
Livro. Para viajar, para pensar, para mudar, para aprender, para conhecer.
Filme. Para se distrair, para chorar, para rir, para namorar, para passar o tempo.
Amor. Para viver.
Chuva. Na hora de dormir, sozinho ou acompanhado; banho de chuva (voluntário e no calor).
Mergulho. Na praia, em Angra ou Arraial.
Ovo mexido. Com arroz e feijão, com pão, com salsicha.
Gargalhada. De piada, de situação, sozinha, acompanhada, de você, dos outros.
Meia. No frio, pra dormir, de chinelo, só de meia, meia sua, meia dele.
Amigos. Sentados na calçada, no seu quarto, na viagem, no telefone, no seu ombro, nos seus braços, na sua vida.
Lágrimas. De alegria, de emoção, de saudade.
Fotografia. Das antigas, de hoje em dia, sua, da família, dos amigos, do ex, do atual, para rir, para chorar, para lembrar, para pagar mico (quando sua mãe cisma em mostrar você pré-adolescente e horrorosa para o seu namorado).
Elogio. De supresa, do seu amor, do seu amigo, do cara que passa por você, do cara da faculdade, do bonito, do feio.
Sonho bom.
Aumento inesperado.
Presente. No aniversário, no natal, no dia das mães, no dia das crianças, sem data especial.
Cheiros. De pipoca, de bolo, de café fresco, de chuva, de gasolina, de maracujá, de infância.
Banho. Demorado, de chuva, de cachoeira, de mar, quentinho no inverno, gelado no verão.
Sorvete. De casquinha, banana split, sunday, de copinho, no pote, com as amigas, na casa da sogra, uma bola, duas bolas.
Praia. Para ler livro, para refletir, para jogar frescobol, para caminhar, para suar, para tomar água de coco, para comer biscoito Glogo com mate Leão.
Livro. Para viajar, para pensar, para mudar, para aprender, para conhecer.
Filme. Para se distrair, para chorar, para rir, para namorar, para passar o tempo.
Amor. Para viver.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Passado x Futuro
"E são tantas marcas que já fazem parte
Do que sou agora
mas ainda sei me virar..." (Hebert Viana)
Encontre o seu caminho
Guarde o que foi bom e jogue fora o que restou
Tem horas que não dá pra esconder no olhar
Como as coisas mudam e ficam pra trás
O que era bom hoje não faz mais sentido, é
Uma hora isso ia acontecer,
A vida cobra e a gente tem que crescer
Me pergunto se você pensa em mim
Como eu penso em você” (Nx Zero)
Cante essas músicas para você mesma, seja honesta consigo, sem medo, ninguém está te ouvindo, ninguém está lendo seus pensamentos... e, então se responda.
domingo, 3 de abril de 2011
O amanhã será como você quiser.
"Como será amanhã?
(Como será?)
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será
Como Deus quiser
Como será?..."
Ah, a ansiedade! Ah, a curiosidade! Como desejamos saber como será o amanhã! Todos nós. Pois eu digo, discordando um pouco da letra da música acima: será como você quiser. Isso mesmo. É obvio que somente o seu eu físico, sozinho, não pode nada. Mas tudo tem início em você. E se parar para pensar um pouco você vai perceber isso. Você quis tanto passar naquela prova, era seu sonho... e independente do tempo que levou, você passou. Se estiver ruim agora, mude, reclame, mas não negue nem se abstenha de sua responsabilidade, você quis e conseguiu. Você quis tanto, tanto ser mãe... Pode não ter sido com a pessoa certa ou na hora certa, pode ter levado algum tempo e seu momento financeiro nem era o melhor, ainda tinhas planos... Mas aí está você, grávida ou já com seu rebento, achando que poderia ter aproveitado mais a vida, pois tudo agora será muito diferente e até mais difícil, terá que se abster de tantas coisas... Mas não negue nem se abstenha de sua responsabilidade, você quis e conseguiu. Você quis tanto voltar. Voltou. Não era como você pensava ou sonhava. Na verdade, nunca é. Mas você precisava ver para crer, teimosa que é. Você quis muito. Pode estar ruim, reclame, arrependa-se, até volte para o lugar onde estava, o que eu não aconselho, porque a maravilha da vida está no novo.. .Mas não negue nem se abstenha de sua responsabilidade. Você quis e você conseguiu. Você quis terminar com aquele namorado que já não te dava mais arrepios, alegrias, já estava tudo tão morno, tão sem crescimento, e aí o namoro acabou. Você se arrependeu, pois já estava acostumada com aquela rotina, com aquela mornitude, com aquela sem – gracisse e tem medo do novo, medo de ficar sozinha. Você até pode pedir para voltar, o que também não aconselho, pode se humilhar, dizer que está arrependida... Mas você quis tanto! E você conseguiu!
(Como será?)
Responda quem puder
O que irá me acontecer?
O meu destino será
Como Deus quiser
Como será?..."
Ah, a ansiedade! Ah, a curiosidade! Como desejamos saber como será o amanhã! Todos nós. Pois eu digo, discordando um pouco da letra da música acima: será como você quiser. Isso mesmo. É obvio que somente o seu eu físico, sozinho, não pode nada. Mas tudo tem início em você. E se parar para pensar um pouco você vai perceber isso. Você quis tanto passar naquela prova, era seu sonho... e independente do tempo que levou, você passou. Se estiver ruim agora, mude, reclame, mas não negue nem se abstenha de sua responsabilidade, você quis e conseguiu. Você quis tanto, tanto ser mãe... Pode não ter sido com a pessoa certa ou na hora certa, pode ter levado algum tempo e seu momento financeiro nem era o melhor, ainda tinhas planos... Mas aí está você, grávida ou já com seu rebento, achando que poderia ter aproveitado mais a vida, pois tudo agora será muito diferente e até mais difícil, terá que se abster de tantas coisas... Mas não negue nem se abstenha de sua responsabilidade, você quis e conseguiu. Você quis tanto voltar. Voltou. Não era como você pensava ou sonhava. Na verdade, nunca é. Mas você precisava ver para crer, teimosa que é. Você quis muito. Pode estar ruim, reclame, arrependa-se, até volte para o lugar onde estava, o que eu não aconselho, porque a maravilha da vida está no novo.. .Mas não negue nem se abstenha de sua responsabilidade. Você quis e você conseguiu. Você quis terminar com aquele namorado que já não te dava mais arrepios, alegrias, já estava tudo tão morno, tão sem crescimento, e aí o namoro acabou. Você se arrependeu, pois já estava acostumada com aquela rotina, com aquela mornitude, com aquela sem – gracisse e tem medo do novo, medo de ficar sozinha. Você até pode pedir para voltar, o que também não aconselho, pode se humilhar, dizer que está arrependida... Mas você quis tanto! E você conseguiu!
O que eu quero mostrar com tudo isso é que você pode conseguir tudo, exatamente tudo o que quiser, seja bom ou ruim para você. Correr a maratona, ser rico, ser reconhecido profissionalmente, ter uma família, trocar de carro todos os anos, vencer... O que te faz diferente das pessoas que possuem tudo isso?? Mas você também pode querer (mesmo que inconscientemente), perder, entristecer, chorar, ficar só, ter insucesso... Quando não se coloca obstáculos, dúvidas, se nãos na fé, você pode tudo. Então, cuidado com o que pede, com o que acredita... Mas não se coloque limites!
Como será o amanhã, responda quem puder...
segunda-feira, 28 de março de 2011
Palavra.
Meu domingo ontem foi presenteado com a entrevista da Fernanda Young na Marília Gabriela, duas mulheres que um dia, juro, irei ao menos me parecer com elas.
Na entrevista, me chamou atenção um fato que ela confindenciou. Quando participava do programa Saia Justa, no GNT( que no geral, é um programa de 4 mulheres batendo papo sobre quaisquer assuntos e agora com a presença de um homem também), entrou em depressão porque falou demais. Falou de pessoas, sobre suas vidas, seus segredos, emitiu opiniões sobre elas que a boa etiqueta aconselha emitir somente a seus próprios pensamentos. E essas pessoas não a perdoaram. E eu me identifiquei um pouco com isso. Depois de uma infância e adolescência caladas, sem emitir opiniões, sem se quer me defender de ofensas e opiniões alheias, descobri esse perigoso mecanismo de defesa. A fala. E isso é uma faca de dois legumes, em que um deles certamente é o pepino! Se você não está lhe dando com alguém suficientemente maduro para entender que na hora da raiva coisas são ditas propositalmente para ferir, mas não necessariamente é aquilo que em estado normal você relmente pensa, ou até pensa, mas consegue conviver com isso, ou também com alguém que seja muito esclarecido e seguro para aceitar que sua opinião pode divergir da dele e que você não é obrigado a gostar de tudo em alguém para gostar dessa pessoa (esse alguém existe??), então cale-se! Segure a língua e engula um sapo ou dois. Palavras podem ser armas.
Mas palavras também poder ser flores, você sabia disso? E não é incrível como é difícil as pessoas (e eu me incluo dentro dessa) usarem as palavras para o bem no dia-a-dia!!! Nem que seja um "Me amarro na tua, viado" ou "Aquele filho-da-puta trabalha bem, viu!", ou ainda, "Sua escrooooota, seu cabelo tá lindooo!!", ou ainda, "Pai, mãe, vocês são foda!" Que seja! Do jeito de cada um, mas seja. Mas não, a gente prefere o contrário. Sua amiga da seção não é tão boa quanto você e está tentando tomar o seu lugar, seus pais são um pé no saco e você não os aguenta mais, o cabelo da sua amiga está horrível (pura inveja) e ela às vezes ainda é tão chatinha... Ah, e essa eu DU-VI-DO você dizer para quem de direito: "Ah, sogra, como eu te amo por você ter cuidado tão bem desse homem a quem eu tanto amo!"
É, a palavra tem poder, já dizia algum evangélico por aí! Com a palavra se conhece, cresce, aparece, machuca, perdoa, grita... silencia. Que poder!
Na entrevista, me chamou atenção um fato que ela confindenciou. Quando participava do programa Saia Justa, no GNT( que no geral, é um programa de 4 mulheres batendo papo sobre quaisquer assuntos e agora com a presença de um homem também), entrou em depressão porque falou demais. Falou de pessoas, sobre suas vidas, seus segredos, emitiu opiniões sobre elas que a boa etiqueta aconselha emitir somente a seus próprios pensamentos. E essas pessoas não a perdoaram. E eu me identifiquei um pouco com isso. Depois de uma infância e adolescência caladas, sem emitir opiniões, sem se quer me defender de ofensas e opiniões alheias, descobri esse perigoso mecanismo de defesa. A fala. E isso é uma faca de dois legumes, em que um deles certamente é o pepino! Se você não está lhe dando com alguém suficientemente maduro para entender que na hora da raiva coisas são ditas propositalmente para ferir, mas não necessariamente é aquilo que em estado normal você relmente pensa, ou até pensa, mas consegue conviver com isso, ou também com alguém que seja muito esclarecido e seguro para aceitar que sua opinião pode divergir da dele e que você não é obrigado a gostar de tudo em alguém para gostar dessa pessoa (esse alguém existe??), então cale-se! Segure a língua e engula um sapo ou dois. Palavras podem ser armas.
Mas palavras também poder ser flores, você sabia disso? E não é incrível como é difícil as pessoas (e eu me incluo dentro dessa) usarem as palavras para o bem no dia-a-dia!!! Nem que seja um "Me amarro na tua, viado" ou "Aquele filho-da-puta trabalha bem, viu!", ou ainda, "Sua escrooooota, seu cabelo tá lindooo!!", ou ainda, "Pai, mãe, vocês são foda!" Que seja! Do jeito de cada um, mas seja. Mas não, a gente prefere o contrário. Sua amiga da seção não é tão boa quanto você e está tentando tomar o seu lugar, seus pais são um pé no saco e você não os aguenta mais, o cabelo da sua amiga está horrível (pura inveja) e ela às vezes ainda é tão chatinha... Ah, e essa eu DU-VI-DO você dizer para quem de direito: "Ah, sogra, como eu te amo por você ter cuidado tão bem desse homem a quem eu tanto amo!"
É, a palavra tem poder, já dizia algum evangélico por aí! Com a palavra se conhece, cresce, aparece, machuca, perdoa, grita... silencia. Que poder!
quinta-feira, 24 de março de 2011
Prezada Mulherzinha (Fernanda Young)
Se existe alguém que pode falar o que vou falar para você, sou eu. Então, por favor, tenha a humildade de admitir que sei o que estou falando. Pois o que eu te direi é duro, mas poderá te fazer um bem enorme.
Chega. Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo. Basta de ataques, dessa competitividade suburbana eu sou a melhor, eu sou a mais alta, eu sou a mais gostosa do pedaço. Ninguém tá ligando a mínima se você corre 10 quilômetros ou se aplicou Botox nessa sua testa sem expressão. Ou se você é assim porque ainda não passa de uma menininha que quer ser mais perfeita do que a mãe, conquistar o amor do pai e ser a primeira da classe. Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha. Mulherzinha é que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja do seu corpão e do seu cabelão estilo falso-loiro-natural-cinco-tons. Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você. Por isso, chega de dizer por aí que, para não atrair olho grande, é bom ficar de bico fechado sobre a tal possível promoção que você terá no trabalho. Relaxa, ninguém está a fim de ser você. Tente, portanto, ser você com mais leveza. E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiar em mulheres só comprova que você é uma pessoa maliciosa. Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea.
Quando vejo você tagarelando sobre seus feitos sexuais, sinto-me num filme ruim sobre ginasianas americanas. Todas fanhas e excitadas. Chega, tá? De azucrinar os outros com essa sua boca-genital lambuzada de gloss, cuspindo baixos-clichês, simulando uma modernidade que você não tem. Nunca mais caia no ridículo de fazer "sexo casual" com nenhum tipo de homem, mais velho ou mais novo, casado ou solteiro, porque todo mundo já sabe que você finge tudo. Que goza, que não se sente fácil, que não liga quando os caras não telefonam no dia seguinte. Seja honesta uma vez na vida: confesse. Que você não é nada tão wild quanto se vende. Que não sabe falar tão bem inglês assim. Que fez escova progressiva. Que tem dermatite. E enfim você terá alguma paz, pois se reconhece humana, e não a barbie boba que você procura ser. Acredite: idiotice só te faz charmosa para os cafajestes. Se continuar assim, nunca vai aparecer aquele cara bacana que você gostaria que aparecesse; para lutar por você, até te conquistar, e destruir essa tua linda silhueta com uma gestação de 15 quilos.
É triste, amiga Mulherzinha, mas você terá que abrir mão da máscara de rímel que cobre a sua verdade.
Chega. Chega de se comportar assim. Como se estivesse lutando pelo posto de rainha da bateria. De Miss Maravilha do Mundo. Basta de ataques, dessa competitividade suburbana eu sou a melhor, eu sou a mais alta, eu sou a mais gostosa do pedaço. Ninguém tá ligando a mínima se você corre 10 quilômetros ou se aplicou Botox nessa sua testa sem expressão. Ou se você é assim porque ainda não passa de uma menininha que quer ser mais perfeita do que a mãe, conquistar o amor do pai e ser a primeira da classe. Esse teu afã psicopata de vencer todas as paradas só te deixa ridícula. E me faz querer usar um termo que odeio: coisa de mulherzinha. Mulherzinha é que tem essa mania de estar sempre desconfiada das amigas, porque todas teriam inveja do seu corpão e do seu cabelão estilo falso-loiro-natural-cinco-tons. Lamento informar, querida, que ninguém sente inveja de você. Por isso, chega de dizer por aí que, para não atrair olho grande, é bom ficar de bico fechado sobre a tal possível promoção que você terá no trabalho. Relaxa, ninguém está a fim de ser você. Tente, portanto, ser você com mais leveza. E lembre-se: esse negócio de dizer que não se pode confiar em mulheres só comprova que você é uma pessoa maliciosa. Sendo que isso está longe de ser porque você é fêmea.
Quando vejo você tagarelando sobre seus feitos sexuais, sinto-me num filme ruim sobre ginasianas americanas. Todas fanhas e excitadas. Chega, tá? De azucrinar os outros com essa sua boca-genital lambuzada de gloss, cuspindo baixos-clichês, simulando uma modernidade que você não tem. Nunca mais caia no ridículo de fazer "sexo casual" com nenhum tipo de homem, mais velho ou mais novo, casado ou solteiro, porque todo mundo já sabe que você finge tudo. Que goza, que não se sente fácil, que não liga quando os caras não telefonam no dia seguinte. Seja honesta uma vez na vida: confesse. Que você não é nada tão wild quanto se vende. Que não sabe falar tão bem inglês assim. Que fez escova progressiva. Que tem dermatite. E enfim você terá alguma paz, pois se reconhece humana, e não a barbie boba que você procura ser. Acredite: idiotice só te faz charmosa para os cafajestes. Se continuar assim, nunca vai aparecer aquele cara bacana que você gostaria que aparecesse; para lutar por você, até te conquistar, e destruir essa tua linda silhueta com uma gestação de 15 quilos.
É triste, amiga Mulherzinha, mas você terá que abrir mão da máscara de rímel que cobre a sua verdade.
Mulherzinha, eu??
Sim, eu adoro fazer minhas unhas, coleciono esmaltes e queria ter mais tempo de poder pintar as unhas mais que uma vez a cada duas semanas (!!!)
Sim, eu sinto um prazer íntimo quando consigo correr mais que você e, principalmente, mais que ele. E adoro contar a isso a todos. Para aumentar minha auto-estima, para ser incentivada, elogiada pelo meu desempenho, e sim, porque não, aparecer. Afinal, tenho sempre que aparecer só pelas minhas olheiras de cansada ou pela minha TPM??
Uma coisa tenho que concordar, confio em mulheres, nem todas, claro, mas tenho ótimas amigas que guardam segredos melhor que minha sombra. Quantos aos homens? É claro que serão confiáveis (enquanto estão querendo te levar para a cama, depois...vá saber!)
Concordo também que sexo casual para sempre não é tão saudável, principalmente para o coração, para os bons sentimentos, mas já que resolveram queimar os sutiãs e lutar pelas desigualdades, cada uma tem a liberdade de escolher o que faz de sua vida e ninguém tem que meter o bedelho nisso.
Meu cabelo é falso-loiro-natural-cinco-tons, e mesmo assim ainda tenho inveja daquele cabelão liso-natural-preto-graúna da minha amiga e às vezes até queria ter a coragem de deixar de lado a opinião masculina quanto ao cabelão sexy e cortar meu cabelo curto e deixá-lo super moderno.
Sim, só os cafajestes ligam para a “capa” de Barbie que muitas teimam em usar.
Cidadezinha qualquer (Carlos Drummond de Andrade)
Casas entre bananeiras mulheres entre laranjeiras pomar amor cantar. Um homem vai devagar. Um cachorro vai devagar. Um burro vai devagar. Devagar... as janelas olham. Eta vida besta, meu Deus. De Alguma poesia (1930) |
Cidadezinha? Só nas férias.
A gente reclama, reclama, reclama que cidade grande é muito agitado, estressante, dá problemas nos nervos. Trabalhar no centro da cidade, então! Nãão, eu quero sombra e água fresca, não aguento mais trabalhar mais de oito horas por dia, não dormir mais de oito horas por noite, não ter tempo pra mim, para os meus filhos... qualidade de vida.
Pergunto a você. Morarias tu numa fazendinha ou numa praia semi-deserta a quilômetros de distância de um shopping?? E o dia das mães? e o natal? Ah, aí eu pego o carro e vou para a casa da minha sogra, que mora na capital. E as férias? Ah, vou agitar um pouco com os meus amigos. E o resto do ano? Tédio, tédio, tédio. Senta na porta, fala mal do vizinho, vai à padaria, espera o marido chegar, escova o dente, internet não pega direito... dorme.
Pensando bem... praia deserta? campo? Deixa pra janeiro ou junho quando as crianças estão de férias.
Pergunto a você. Morarias tu numa fazendinha ou numa praia semi-deserta a quilômetros de distância de um shopping?? E o dia das mães? e o natal? Ah, aí eu pego o carro e vou para a casa da minha sogra, que mora na capital. E as férias? Ah, vou agitar um pouco com os meus amigos. E o resto do ano? Tédio, tédio, tédio. Senta na porta, fala mal do vizinho, vai à padaria, espera o marido chegar, escova o dente, internet não pega direito... dorme.
Pensando bem... praia deserta? campo? Deixa pra janeiro ou junho quando as crianças estão de férias.
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