segunda-feira, 28 de março de 2011

Palavra.

Meu domingo ontem foi presenteado com a entrevista da Fernanda Young na Marília Gabriela, duas mulheres que um dia, juro, irei ao menos me parecer com elas.
Na entrevista, me chamou atenção um fato que ela confindenciou. Quando participava do programa Saia Justa, no GNT( que no geral, é um programa de 4 mulheres batendo papo sobre quaisquer assuntos e agora com a presença de um homem também), entrou em depressão porque falou demais. Falou de pessoas, sobre suas vidas, seus segredos, emitiu opiniões sobre elas que a boa etiqueta aconselha emitir somente a seus próprios pensamentos. E essas pessoas não a perdoaram. E eu me identifiquei um pouco com isso. Depois de uma infância e adolescência caladas, sem emitir opiniões, sem se quer me defender de ofensas e opiniões alheias, descobri esse perigoso mecanismo de defesa. A fala. E isso é uma faca de dois legumes, em que um deles certamente é o pepino! Se você não está lhe dando com alguém suficientemente maduro para entender que na hora da raiva coisas são ditas propositalmente para ferir, mas não necessariamente é aquilo que em estado normal você relmente pensa, ou até pensa, mas consegue conviver com isso, ou também com alguém que seja muito esclarecido e seguro para aceitar que sua opinião pode divergir da dele e que você não é obrigado a gostar de tudo em alguém para gostar dessa pessoa (esse alguém existe??), então cale-se! Segure a língua e engula um sapo ou dois. Palavras podem ser armas.
Mas palavras também poder ser flores, você sabia disso? E não é incrível como é difícil as pessoas (e eu me incluo dentro dessa) usarem as palavras para o bem no dia-a-dia!!! Nem que seja um "Me amarro na tua, viado" ou "Aquele filho-da-puta trabalha bem, viu!", ou ainda, "Sua escrooooota, seu cabelo tá lindooo!!", ou ainda, "Pai, mãe, vocês são foda!" Que seja! Do jeito de cada um, mas seja. Mas não, a gente prefere o contrário. Sua amiga da seção não é tão boa quanto você e está tentando tomar o seu lugar, seus pais são um pé no saco e você não os aguenta mais, o cabelo da sua amiga está horrível (pura inveja) e ela às vezes ainda é tão chatinha... Ah, e essa eu DU-VI-DO você dizer para quem de direito: "Ah, sogra, como eu te amo por você ter cuidado tão bem desse homem a quem eu tanto amo!"
É, a palavra tem poder, já dizia algum evangélico por aí! Com a palavra se conhece, cresce, aparece, machuca, perdoa, grita... silencia. Que poder!

Um comentário:

  1. hahaha, lu... tenho que entrar todo dia aqui pra ler! se a Isabel visse esse post ela falaria "sou dessas, pronto! falei!" hahaha beeijo.

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